quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Coração de Papel *.*


mon cœur ne sait pas pourquoi ...
- Saindo do carro avistei a porta entre-aberta. Meu pai só volta ás 18:00, quem será? [pensei]. Olhei para minha mãe e disse:

- Mãe! - em tom de advertência.- ela olha para mim com uma expressão confusa e diz:

- O que foi? - num tom de preocupação.

- A porta... está aberta!- eu digo apontando para a brecha que dava espaço para o medo e me tirava o fôlego. Olhei para a minha mão buscando uma arma, uma forma de me proteger ou atacar... Vi apenas um papel em forma de coração com um outro coração desenhado em vermelho. Lembrei da parte boa, de seu significado: Energia, força, paixão, e dei um passo. Mas logo a frente avisto um pano grande e cinza pendurado na porta. Cinza... [pensei] Não conseguia me lembrar o significado daquela cor, mas algo me dizia que não era bom.

- Lembrei! - eu disse gritando. Minha mãe me olhou confusa e pôs o dedo na boca para eu me calar. Ela estava tentando ligar para o papai, talvez ele tenha chagado mais cedo.

Cinza: medo ou a depressão, mas é também uma cor que transmite estabilidade, sucesso e qualidade. Achei prudente arriscar. Estou dando passos pequenos e trémulos, quando minha mãe diz sussurrando:

- Jess! Volta aqui! Seu pai ainda está no trabalho.... Vou ligar para o telefone da casa e a gente fica escondida na janela da sala para ver quem está lá . - sempre admirei minha mãe pela inteligência, apesar de ter largado sua profissão de publicitária para cuidar de mim. Abaixamos para não sermos vistas na janela e o telefone deu seu primeiro grito trémulo:

TRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM- nada!

TRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM- dessa vez um pouco mais longo.

TRIMM- o telefone foi brutamente calado. Quando estamos nos levantando pra ver quem está lá minha mãe desliga o celular e diz aos berros:

- Claro! Mes esqueci completamente!

- Mãe! Você está louca?! Deixa pelo menos eu ter uma festa de 14 anos, depois eu morro! Numa boa.....

- É a Loren! - diz Cix abobalhada. - demos a volta na casa e invadimos a porta com tal brutalidade que o pano cinza caiu no chão.

- Ah, as donzelas resolveram voltar para casa?! - diz Loren com as mãos na cintura e o pé batendo no chão. Dou impulso e pulo em seu pescoço.

- Desde quando está aqui? - pergunto.

- Cheguei agora! E trouxe sua festa, como prometido!! - Loren é dona de um buffet de festa infantil, sempre adorei suas festas.... até os 8 anos! Olho com medo a caixa que me encara e deixa fluir um babado vermelho dela. Lembro do significado da cor e logo fico animada!

- Prefiro não abrir! - eu digo.

- Porque? - diz Loren.

- Sei que vai ser boa... Pela cor! - respondo.

- Vai sim! Na vinda pra cá contratei um palhaço na rua, acredita? - diz Loren.

- Não! Eu não acredito! - respondo indignada.

- Não entendi! - diz Loren.

- Oh mãããããeee!!!! A tia Loren contratou um "PALHAÇO" ! Eu serei oficialmente uma adolescente amanhã!! - corri para a caixa que me encara agora timidamente e deseperadamente a abri.

- Ai meu Deus! O circo passou pela cidade e resolveu estacionar na minha sala?! - olho para minha tia que estava meio sem graça com a situação e com meu ataque de gente grande e digo mesmo contra vontade:

- Vai ser divertido!

- Jessica, você não captou o tema da festa! - diz Cix. Olho para ela desconfiada...

- A festa é uma despedida para a sua infância.- logo me vem um estalo na cabeça e eu digo:

- Liga para os convidados!

- Pra quê? - Loren pergunta.

- Diz que o tema da festa é : Circo! A infância passageira. E manda todos vir com trajes circenses.

- UAU! Essa menina vai ser publicitária como você Cecília! - diz Loren olhanod para Cix minha mãe.

- Tem talento! - diz Cix sorrindo cheia de orgulho. De repente as ideias começam a pipocar na minha cabeça frenéticamente e começo a tagarelar mudando de ideia á cada dois segundos.

- E aí, convidou o Louis?! - diz Loren. Louis! [pensei] reviro os olhos.

- Convidei forçada! - respondo.

- Como assim? No verão passado você amava ele....

- Claro! Eu só conhecia ele de garoto! Não vou a escola, muito mal vou ao cinema.... como gostaria de outro garoto?! - ela se cala , franzi a testa e junta as sobrancelhas. Antes mesmo dela abrir a boca eu digo:

- Meninas amadurecem mais rápido que os garotos... Supomos que eu amadureci um ano á mais que Louis, e que ele é um ano mais novo que eu, e por toda essa barra que eu passo indo ao hospital quase todos os dias, tendo aulas particulares em casa e blá blá blá.... eu amadureci mais 2 anos. São quatro anos de amadurecimento precose á frente de Louis. Diminuindo a idade dele que é treze, seria como namorar um mulequinho de 9 anos. ÉCA! Garotos de 9 anos brincam de carrinho e choram quando passam em frente a uma loja de doces. Fora de cogitação!

- Vamos enfeitar a casa!- diz Loren me cortando e sorrindo. - Papai chegou tarde hoje e nós não jantamos na mesa como de costume, pedimos pizza. Ficamos até ás 2:00 da madrugada enfeitando a casa e depois fomos dormir!

- Honc, honc! - grita o despertador com preguiça! Levanto, olho em volta e deito. Fecho os olhos e lembro que é o dia. O grande dia!! Dou um pulo da cama e grito:

- ADOLESCÊNCIA ou Morte?! - tá, me inspirei em Dom Pedro.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Coração de papel.

Capítulo 1.



VERMELHO





















9:00 horas da manhã, anuncia o relógio . Olhando por esse ângulo.... vejo 6:00 da manhã! - resmungo uma frase qualquer, sem sentido e volto a dormir. Não por muito tempo!

- Jess!!! Está na hora....- grita Cix. Finjo que não ouvi e continuo a dormir.

- Jess, se você não levantar a gora pode esquecer seu bloco de papel e suas canetas coloridas! - diz Cix.- dou um pulo da cama e começo a me vestir. Minha mãe não gosta muito dos meus corações de papel, ela diz que um dia eu vou me magoar.... Que nem todos os corações são bons!
Mas eu preciso viver esse lado da vida. Meus pais não tem o direito de me privar das maldades. Como saberei se estou sendo leviana? Como saberei que estão sendo leviano comigo? Como saberei na prática o que é a maldade? Isso está no ser-humano há séculos... Até um bispo, um padre, qualquer outra pessoa que aos olhos sejam boas pessoas tem seus momentos de ira. E pra falar a verdade, estou me enraivecendo com toda essa situação.

- Jess, já está pronta? - grita Cix.

- Sim mamãe! - respondo para agradá-la. Aliás amanhã faço 14 anos. Já passei do tempo de chamar mamãe. - desço a escada correndo e Cix diz:

- Filha!Cuidado! Sabe que não pode radicalaizar.... - Minha mãe tem mais medo de perder a minha vida do que eu. Desde os meus 7 anos estou numa fila, á espera de um transplante de um órgão. Esperando por uma parte que exerce uma função nos corpos organizados. Além da espera da lista, a escolha do receptor será definida pelos exames de compatibilidade entre o doador e o receptor. Por isso, nem sempre o primeiro na fila é o próximo a receber um órgão.

- O mundo é tão grande e tão egoísta! Sinceramente não acredito em reencarnação, mas acredito em uma forma de viver para sempre. Haverá um dia em que seu cérebro não mais funcionará, e basicamente para sua vida esse será o fim. Tentarão introduzir vida artificial através de máquinas e bregutes feitos por Nerds. A imortalidade é mais fácil de ser conquistada do que você imagina. Dê seus olhos a uma pessoa que nunca viu um nascer do Sol, ou o rosto de um bebê, Ou o amor nos olhos da pessoas amada. Dê seus rins a uma pessoa que depende de uma máquina para existir, semana a semana. Pegue seu sangue, seus ossos, cada músculo e nervos de seu corpo para fazer uma criança alejada corre atrás de uma bola ou simplesmente fazer aulas de ballet. Pegue suas células e mande usá-las de alguma forma que um garoto mudo seja capaz de gritar quando o seu time de fultebol marcar um gol; Ou uma menina cantarolar na frente do espelho imitando a sua cantora preferida. E finalmente, dê seu coração a uma pessoa a qual o coração só fez sentir dores.

- Sei que é duro dizer e ouvir isso, mas eu amadureci anos em meses. Desde que passei a entender minha situação e a gravidade, eu tive que deixar as bonecas, a escola, os amigos, a felicidade. Me tornei uma "pequena-grande menina" como diz minha tia Loren.

- Depois de ter feito todos os exames fomos para a sala do dr. Fiorelli. Ele sempre simpático já se acostumou com meu bloco de papel em forma de coração e diz:

- Cadê seu coração?

- Aqui está! - respondo entregando o bloco com o estojo de canetas coloridas.... Pode parecer besteira, mas a cor é o que mais importa pra mim. Claro que eu leio as frases, mas as cores tem um significado muito forte. Ele pegou a cor Verde dessa vez e escreveu:

- NÃO DESISTA!
Verde : serenidade, poder de cura, compaixão... Claro que toda cor tem seu lado ruim.

- Verde: Farsa, ciúme... - Aposto sempre no lado bom das coisas. Viver é isso, aprender com as dificuldades e se superar!

- Obrigado dr. Fiorelli! - eu digo feliz da vida pelo significado e a força que a cor verde me dava.- Saímos de lá e no sinal havia um homen fazendo malabares. Ele se aproximou e eu baixei o vidro do banco do passageiro. Olhei para a minha mãe e não precisei dizer nada. Ela simplesmente abriu o porta-luvas e me deu umas moedas. Entreguei as moedas para ele e junto o meu bloco e o estojo com as canetas, e disse:

- Pode deixar um recado pra mim? - ele fez que sim com a cabeça e e ficou pensando no que escreveria. O sinal estava prestes a abrir quando finalmente ele se apoiou na parte de cima do carro para escrever e logo me entregou. Não quis olhar a cor , e nem o que ele escrevera logo de cara. Tomei o bloco sem olhar e fechei, recolhi o estojo e decidi ver só em casa. Não aguentei de curiosidade. Fui abrindo de vagar e pra minha surpresa havia um coração desenhado. A cor? Vermelho!
Vermelho: Energia, força, paixão, medo, ego, ódio...

- Aquilo me fez refletir até chegar em casa. Como o coração pode abrigar sentimentos tão complexos? Ódio, amor. Felicidade, tristeza. Carinho, raiva.Era disconcertante de tão contraditório. Fecho os olhos na tentativa de desvendar o interior, ultrapassar o limite da ciência. Em vão. Ouvir o coração é escutar os sentimentos. Paupear as energias e materializar seus desejos.

Amanhã faço 14 anos e sei bem o que vou pedir de aniversário....

sábado, 30 de janeiro de 2010

Coração de papel



Coração de papel.




O que despeja na boca as palavras

E na morte é silêncio fatal

O que da ritmo ao corpo

Aos poucos se desmantela,

vira final

Mas o que pode se entender

sobre final?

Talvez o final seja o início

de um recomeço arrebatador

Uma nova chance de ser

aquilo que você mais....

...odeia.












Lispector







Maheli entrou desconcertada e confusa. Tom ficou enrolando Christine enquanto Mell fazia guloseimas; aliás se teletransportava até o Brasil para comprar pão de queijo e brigadeiro.
Tom tentava acalmar Christine que já esquecera que Robert estava no carro a sua espera.

- Vou dar uma saída! - disse Maheli.
- Aonde a srtª pensa que vai ? - disse Tom.
- Luzes, Chafaris, Torres... Dica! - gritou ela.
- Mas pra quê? - disse Tom.
- Vou exercitar o meu talento! - disse Maheli mostrando a camêra fotográfica de ultima geração que ela comprara um mês atrás no Japão.
- Esteja em casa antes del... Deixa pra lá! - disse Tom.
- Eu perdi alguma coisa? - disse Christine com uma cara acentuada de interrogação.
- Perdeu sim! - disse Maheli olhando pela janela.
- Ainda não entendi. - disse Christine.
- Seu marido está, exatamente, 48 minutos no carro á sua espera. - disse Maheli saindo.
- Ah meu Deus! Robert!- disse Christine pulando da poltrona amarela e correndo em direção a porta.
- Tomara que ele a distraia... - disse Robert.
- Cheguei! - disse Mel com um cesta cheia de guloseimas.
- Tarde demais, precisa se teletransportar mais rápido querida. - disse Tom.
- Pessoalzinho ingrato! Fui até o Brasil e ... - disse Mel.
- Chegamos! - disseram Britt e Dereck.
- Ah que bom! Sua mãe está louca te procurando! - disse Tom.
- Guloseimas? - disse Mel estendendo a cesta. Dereck me puxou e me levou para fora da casa, até que vimos Christine e Robert discutindo como de costume.
- Ah estão bem! - disse Dereck. Olhei para ele e sorri. Fui em direção a Christine e disse:
- Mãe! - ela olhou para trás e exageradamente gritou:
- Brittany! Nunca mais faça isso comigo menina! Você não sabe como...- ela foi interrompida pela voz mais doce, mais severa, mais linda, mais estrondosa, mais...- decidi parar de veneralo. Aliás é no casamento que a gente acaba se desiludindo. [pensei]
- Vamos nos casar! - disse Dereck.
- O que? - disse Christine.
- O que? - disse Robert.
- Você pode por favor parar de repetir minhas falas? - disse Chirtine.
- "Você pode por favor para....- disse Robert com uma voz fina e enjoada. Estava tentando imitar Christine. Eu não faria isso se fosse ele. Christine irou os brincos e foi para cima de Robert. Quando ela estendeu o braço para bater em Robert uma luz forte e incandescente nos cegou. E vinha dos arbustos.
- O que foi isso? - disse Tom.
- ET's! - gritou Christine.
- Não viaja mãe. - eu disse.
- Eu sabia! Já vi um deses... Vamos nos comunicar! - disse ela animada.
- Vamos ficar ricos! Pega a rede de pesca! - disse Robert.
- Não! Ele vai fugir até eu chegar em casa... - disse Christine.
- Tem uma no carro! - disse Robert.
- Por que você tem uma rede no carro? - perguntei assustada.
- Pra momentos como esse querida. - disse Christine. - Robertfechou a porta do carro de vagar e começou a andar em direção aos arbustos que não paravam de se mexer.
- Calma! Ele está agitado! - disse Christine. Outra vez fomos surpreendidos por uma luz forte.
- Ele vai me atacar! - disse Robert.
- Dereck vai ajudar Robert! - ordenou Christine. - Dereck se apoxímou e ajudou a lançar a rede.
- Pegamos! -gritou Dereck que ajudava a tirar o " ET" dos arbustos.
- Calma bebê, nós vamos cuidar de você! - disse Christine.
- Bebê?! - perguntei indignada.- Dereck por possuir uma força estrondosa puxou a rede e segurou a coisa que disparava luz... Olhamos aprensivos e dizemos juntos:
- Maheli?!
- É, tudo bem galerinha? - disse ela com vergonha e toda suja de verde.
- E eu estava animado em ter um ET de estimação. - disse Dereck jogando Maheli no chão e com o impacto outra luz forte abrilhantou nossa noite. Entramos e vimos uma mesa linda cheia de guloseimas e Mel disse:
- Eu sabia que vocês voltariam! - Maheli entrou por ultimo deixou a camera na estante pediu que todos se juntassem na mesa e disse:
- digam BIS! - e novamente aquela luz nos cegou! - E foi assim que tudo terminou... Eu, Dereck, minha família.... Nossa família! Como dizia Lispector.....
Senti que meu rosto em pudor sorria. Ou talvez não sorrisse, não sei. Eu confiava.Em mim? no mundo? na barata? Não sei. Talvez confiar não seja em quê ou em quem. Talvez eu agora soubesse que eu mesma jamais estaria à altura da vida, mas que minha vida estava à altura da vida. Eu não alcançaria jamais a minha raiz, mas minha raiz existia. Timidamente eu me deixava transpassar por uma doçura que me encabulava sem me constranger.
Até o fim daquilo que eu não era, eu era. O que não sou eu, eu sou. Tudo estará em mim, se eu não for; pois “eu” é apenas um dos espasmos instantâneos do mundo. Minha vida não tem sentido apenas humano, é muito maior - é tão maior que, em relação ao humano, não tem sentido. Da organização geral que era maior que eu, eu só havia até então percebido os fragmentos. Mas agora, eu era muito menos que humana - e só realizaria o meu destino especificamente humano se me entregasse, como estava me entregando, ao que já não era eu, ao que já é inumano. A minha outra metade que não era totalmente humana. Dereck! Meu mnóico, meu oposto mais gostoso. Minha outra face incuberta de descobertas extraordinárias.





FIM














André Alcantara.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Capítulo 4 - parte 2


Capítulo 4








Sonhos Fotografados





- Oh meu Deus! Dereck? Como? - disse Christine.

- Surpresa! - disse Dereck.

- Eu vou ligar para Robert, temos que comemorar! - disse Christine saindo do quarto.

- Mãããe! Manda ele sair do meu sonho.... - eu disse.

- Acho que ela não ouviu! - disse Dereck.

- Sério?! - eu disse. - Dereck levantou da cama e me puxou até a porta do meu quarto me abraçou e disse:

- Não! É melhor descer a escada como gente normal... - descemos a escada e fomos para a casa de Dereck. Chegando lá Mel começou a nos bombardiar comperguntas...

- Por que não avisou que já estava solto? Po rque você fez isso? Por que não veio pra casa? Ela já sabe? - disse Mel.

- Sabe, mas acha que é um sonho. - escutei uma risada no fundo. Era Robert. Maheli a irmã do meio de Dereck estava na escada parada e em menos de um segundo ela apareceu na minha frente me batendo com um vento estrondoso que fez meu cabelo voar e disse:

- Isso é sonho?

- Ai meu Deus! Eu preciso mesmo acordar... - Maheli me pegou pela mão e comecei a ver seu rosoto se dividir em partículas como o de Dereck e do nada aparecemos no quarto de Dereck. Nas paredes havia milhares de fotos minha dormindo. Todas no alojamento da faculdade. Eu comecei a acreditar naquele sonho...

- Dereck tirou todas essas fotos enquanto você dormia. Ele se teletransportava toda noite para o seu alojamento para te ver dormindo, já que não podia contar a você sobre isso. - disse Maheli.

- Então... Quando eu via Dereck no meu quarto era... Não é possível! - eu disse.

- Brittany! Você vai perder seu jantar romantico com Dereck em Paris!- disse maheli.

- Então Paris não foi um sonho?! - indaguei.

- Não! - respondeu Maheli.

- Eu quase... Ai meu Deus! Eu quase me suicidei ! - falei quase gritando.

- Vem comigo! - disse Maheli. - Ela novamente segurou em minhas mãos e fomos diminuídas em partículas e em menos de um 10 segundos estávamos no quarto dela. Ela abriu o guarda-roupas e disse:

- Acho que essa é bem Paris! Não acha?! - disse ela levantando uma calça Jeans.

- É bem Paris mesmo. - eu disse.

- Comprei lá! - disse Maheli.

- Seus pais deixam você ir fazer compras em Paris?! Ah esqueci! Você se teletransporta... - eu disse. - Maheli pegou em minhas mãos e me teletransportou para o banheiro.

- Você se teletrasnporta pra tudo? - perguntei.

- Só quando estou com atrasada. [quase sempre] - disse ela.

- Sabia que eu fico tonta?! - reclamei.

- Não seja malvada... Vá se trocar e desce senão vai perder a viagem.

- Fiquei um pouco asustada com tudo aquilo. Eu quase me suicidei, meu namorado se teletrasnporta e eu não sei controlar meus sentimentos sobre o assunto. Vesti a calça jeans azul super skinny que Maheli me deu, botei uma regata branca também de maheli , um bolero manga longa preto e um scrapin preto. Desci a escada com medo dos comentários que fariam. Menos do de Maheli e Dereck.

- Ah, ta linda! - disse Maheli.

- Essa frase é minha! - reclamou Dereck.

- Você estão atrsados... - disse Robert.

- Vamos?! - disse Dereck.

- Sim. - eu disse dando a mão a ele.

- Não! Espera! - disse Maheli. - ela se teletransportou e voltou com um laquê. Apontou para a minha cabeça e começou a espirrar litros daquilo no meu cabelo. Cheguei a ficar sufocada.

- Obrrigada! - eu disse.

- Pra não estragar o cabelo... Sabe como é.. Vento, partículas...

- É, eu sei. - eu disse.

- Mãe, posso levar eles?! - disse Maheli para Mel.

- Não! Deixa de ser metida garota... Eu já sei me teletransportar sozinho...

- Aposto que é tão desajeitado que vai se teletransportar para um chafariz!

- Só porque você fez isso não quer dizer que todos cometam a mesma gafe Maheli. - disse Robert. - Vi as bochechas fartas e pontilhadas de Maheli ficar vermelhas e tímidas. - Todos riram e nós nos teletransportamos.

- Pai eu sou um exemplo ! Não precisa sair contando isso... - disse Maheli.

- Vai atender a porta menima! Sem tele...- disse Robert. - Maheli deu dois passos olhou para trás e disse:

- Já estou cansada! - se teletransportou com tanta velocidade que sumiu da casa. Robert foi atender a porta e do lado de fora estava Christine e logo a trás Maheli com o cabelo cheio de capim.

- Tom! Britt passou aí? - disse Christine. Tom não sabia o que dizer seus olhos ficaram nervosos como o de Dereck. Ele fez sinal para Christine entrar, olhou para Mel e disse:

- Sim! Ela e Dereck deram uma saída... - disse Tom batendo a porta. A campanhia toca novamente e Tom vai atender. Ele abriu a porta e Maheli estava lá, em pé com o cabelo ainda com capim.

- Entra "esxemplo"! - disse Tom.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Capítulo 4 sonhos fotografados.


Capítulo 4.






Sonhos fotografados.
- Não importa! Você não iria acreditar mesmo...- disse Dereck.

-Claro que importa! Você sai da cadeia e não avisa seus pais, vai para New York e me traz até Paris, tudo isso antes do dia terminar e você diz que não importa?! - eu disse gritando.

- Britt você disse que confiava em mim... - disse Dereck.

- Ai meu DEUS! Você está foragido?! - perguntei.

- Não, eu fui solto! - disse Dereck.

- E eles te deram dinheiro por ter te prendido injustamente? - perguntei.

- Não. - disse Dereck.

- Então... Dereck, quem era o cara que estava falando com você quando eu estava vendada? - perguntei.

- Meu pai... Foi ele que me trouxe aqui com você e ele me emprestou a grana para bancar o jantar romântico... - disse Dereck.

- Ah, sei. E o Tom agora é mágico! - eu disse com ironia.

- Não exatamente... Mas ele pode se teletransportar.

- Dereck? Você não parou de ver desenhos? - eu disse.

- Britt, eu te trouxe aqui justamente por isso. Pra te contar a verdade...

- Que verdade? Que você ainda vê desenhos animados e acha que a vida é um? - indaguei.

- Os menbros da minha família sofrem de uma anomalia genética. Quando temos um sonho intenso ou sentimos que alguém que é ligado á nós está em perigo, nós conseguimos nos teletransportar. E como sosmos descendentes de franceses e toda essa história começou aqui... Achei que deveria te contar aqui. O nosso campo de força, onde somos mais forte está aqui em Paris. Na torre Eiffel. Quer ir lá? - disse Dereck.

- Nossa! Daria uma ótima história em quadrinhos... - eu disse rindo.

- Só se a mocinha aceitar o convite. - disse Dereck.

- Ok! Eu vou! - eu disse. - Fomos andando até a torre, não tinha muito movimento de pessoas e o Sol estava deixando a tarde para a neblina gelada da noite tomar conta do ambiente. Mas ainda estava claro. Quando chegamos na torre Dereck começou a tremer compulsivamente.

- Você está bem? - perguntei.

- Sim, evoluindo. - disse ele.

- Que pena o elevador está ruim. - eu disse.

- Não se a mocinha aceitar ser teletransportada. - disse Dereck.

- Claro! Seria ótimo! - eu disse debochando da situação. - Dereck me abraçou e ainda estava tremendo. Eu não sabia mais o que me fazia balançar, se era Dereck com aquela tremedera ou o batuque que meu coração fazia com medo de ser mesmo teletransportada. Depois vi seu rosto se partindo em minísculos pedaços e um vento estrondoso veio sobre nós. Fechei meus olhos e senti meu corpo se desfragmentando em partículas e em segundos estávamos no alto da torre.

- Ah, que isso?! - gritei.

- Calma! - disse Dereck.

- Calma nada, me tira daqui! Eu ja devia ter desconfiado pela neblina... - eu disse.

- Dominei, dominei! Evolui! - gritava Dereck feliz.

- Dereck isso não tem graça! - eu disse.

- O que? Se teletransportar? - perguntou ele.

- Teletransporte... Sai logo do meu sonho! Eu vou pular da torre! Assim eu vou acordar com o susto e ainda vou crescer alguns centímetros. - eu disse indo para a beira da torre Eiffel.

- Brittany não faça isso! - disse ele com autoridade e já nervoso.

- Faço sim! O sonho é meu! - eu disse abrindo os braços para me jogar. Tirei o pé esquerdo da barra que separa o chão da torre do nada doa ar que me faria cair como uma maçã podre. A maçã pecadora do Jardim do Éden. Dereck se aproxímou e eu me joguei. Foi uma sensação desesperadora e ao mesmo tempo feliz. Pela primeira vez na minha vida eu estava me arriscando. Mesmo que num sonho. Dereck se jogou logo atrás de mim, consegiu me agarrar e ...

Caímos no meu antigo quarto, em cima da minha cama, na casa de Christine.

- Sai de cima de mim! - gritei. - Dereck tapou com a mão a minha boca para que ninguém nos ouvisse. Tarde demais. Christine abriu a porta e disse:

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

segunda parte do Cap 3


Capítulo 3









Olhos Fechados.
- Dereck vendou os meus olhos e eu disse:

- Jantar?

- Sim! - respondeu Dereck.

- Mas ainda está de tarde e eu nem almocei... - eu disse.

- Não vai querer perder o voo, né? - ele disse.

- O que? Você é maluco! Está me levando para onde? - gritei.

- Isso! Fala mais alto, as pessoas na rua ainda não sabem que eu sou um ex presidiário e que estou te raptando.... - disse Dereck num tom irônico. - Eu sorri baixinho e ele disse:

- Entra aí!

- Onde? - perguntei.

- Ah, desculpa! Esqueci que você não está vendo.... Foi só um teste ... - disse ele me colocando dentro de um carro. A sensação de adrenalina no meu corpo era notória, mas eu me traquilizava sempre que ouvia a voz de Dereck. Ele me abraçou e depois emudeceu.

- Fala alguma coisa Dereck, que angustia! - eu disse.

- Não vai dar tempo! - disse ele.

- O que? Não vai dar tempo de que? Do jantar? - perguntei.

- De chegar em... Quase que eu falo! - É melhor ficar quietinha Brittany. - ele disse.

- Isso não é justo! Eu tenho que saber onde estou indo. - reclamei.

- Não! Você não precisa saber muito sobre mim, apenas confiar. - ele disse.

- Ok. Não quero mais saber de nada... - fiz cara de choro e cruzei os braços.

- Chegamos! - disse ele.

- Mas ainda não está á noite.... - eu disse.

- Quer dizer que a srtª está vendo?! - disse Dereck.

- Claro que não! É só calcular o tempo! - eu disse. - ele me ajudou a sair do taxi e ele tirou minha venda. Estávamos em frente ao aeroporto de New York. Entramos e ele continuou mudo. Tentei decifrar seu olhar , mas era impossível... Ele ficava mudando o alvo á cada segundo. Não consegui acompanhar seu olhar misterioso e lindo.

- Droga! Está atrasado ! - gritou Dereck.

- O que foi?! - perguntei.

- O voo está atrasado. Vamos perder nossa reserva no restaurante... Tive uma idéia! - ele pegou o celular e parecia falar com o sr Colck. Depois de tagarelar uns 5 minutos ele olhou pra mim e disse:

- Confia em mim?!

- Claro! Você acha que eu estou aqui porque? - eu disse.

- Ótimo! - disse ele botando a venda novamente.

- Ah, essa tortura de novo?! - perguntei reclamando. - ele pegou na minha mão e fomos andando sei lá praonde....

- Pronto?! - ouvi a voz de um homem dizendo com Dereck. Aquilo me fez sentir repulsas e uma vontade de gritar terrivel. Mas eu tinha que confiar em Dereck. Ele não me faria mal, nem mesmo pelo fato de ter ficado na cadeia por minha causa.

- Claro! - disse Dereck. Ele me abraçou e sussurrou no meu ouvido:

- Vai doer um pouquinho... - quando eu pensei em responder senti outros braços envolvendo a mim e a Dereck que estávamos abraçados. Senti minha cabeça girar e uma sensação de cair de uma montanha russa de 25 metros de altura. Meu estômago já estava fraco de tanta fome e com aquele balanço ele ... ele veio a desfalecer dentro de mim. Pensei em reanima-lo porque eu queria muito esse jantar com Dereck, mas ele não colaborou. Senti meus pés batendo no chão numa velocidade feroz que fazia minhas pernas tremerem e o chão parecer de borracha.

- Você está bem? - perguntou Dereck.

- Acho que sim! - eu disse só para não estragar o jantar.

- Obrigado! - disse Dereck. - e o homem disse:

- Direi isso quando Mel cortar meu pescoço. - senti um vento forte e depois uma calmaria e Dereck disse:

- Pode tirar a venda. - Sinceramente eu tinha medo de tirar a venda. Fiz uma cara de enjoada e disse:

- Agora?

- Sim! - disse ele entusiasmado. - pelo seu estusiasmo achei que não teria nenhuma bizarrice me esperando abrir os olhos. Tirei a venda e ainda estava tudo escuro.

- Por que está escuro? Você não cansa de suspense não é? - eu disse quase gritando.

- Britt! Seus olhos estão fechados. - disse Dereck. Eu sorri com indiferença e levantei minhas mãos até os olhos. Realmente, estavam fechados. Eu não conseguia abrir.... Comecei a entrar em desespero...

- Dereck não consigo abrir... Não consigo! - eu disse quase socando os meus olhos.

- Calma, calma... Foi a velocidade em que viemos e a pressão da venda nos olhos! - disse ele na maior calma.

- Ah, só foi isso! E eu nem gosto de enchergar mesmo.... Dá pra abrir os meus olhos?!- gritei.

- Dereck segurou em minhas mãos e foi me conduzindo a um lugar perto de onde estávamos. Ele me soltou e eu disse:

- Agora vai me deixar sozinha e sem ver... - arfei.

- Eu estou aqui! - disse ele. Senti suas mãos molhadas nos meus olhos e aquilo foi fazendo meus olhos desgrudarem... Abri os olhos e estava tudo meio embaçado, mas ainda assim eu sabia onde eu estava... Sim eu sabia. Era inconfundível! A linda e amada cidade das luzes. Onde eu sonhava ir quando termisanasse a faculdade...

- Se eu não estiver sonhando isso aqui é PARIS! -eu disse.

- Não está! - disse Dereck.

- Que lindo! - eu disse abraçando Dereck.

- Voltou a enxergar bem rápido heim... - disse ele.

- Paris é inconfundivel meu caro. - eu disse

- Como está se sentindo? - perguntou Dereck.

- Como se estivesse passado num processo de coação! Me senti num funil para humanos... Foi terrível e agradavel. - eu disse.

- Acho que ainda da tempo de aproveitarmos o por-do-sol antes do jantar. - disse Dereck.

- Como chegamos tão rápido?! - perguntei. - Ele ficou apreensivo e senti um nervoso tomar conta dele. Os olhos dele pareciam duas rodas de um carro veloz a 180 por hora.... - ele se preparou para responde, pegou minha mão como se fosse impedir que eu fugisse e disse: