sábado, 30 de janeiro de 2010

Coração de papel



Coração de papel.




O que despeja na boca as palavras

E na morte é silêncio fatal

O que da ritmo ao corpo

Aos poucos se desmantela,

vira final

Mas o que pode se entender

sobre final?

Talvez o final seja o início

de um recomeço arrebatador

Uma nova chance de ser

aquilo que você mais....

...odeia.












Lispector







Maheli entrou desconcertada e confusa. Tom ficou enrolando Christine enquanto Mell fazia guloseimas; aliás se teletransportava até o Brasil para comprar pão de queijo e brigadeiro.
Tom tentava acalmar Christine que já esquecera que Robert estava no carro a sua espera.

- Vou dar uma saída! - disse Maheli.
- Aonde a srtª pensa que vai ? - disse Tom.
- Luzes, Chafaris, Torres... Dica! - gritou ela.
- Mas pra quê? - disse Tom.
- Vou exercitar o meu talento! - disse Maheli mostrando a camêra fotográfica de ultima geração que ela comprara um mês atrás no Japão.
- Esteja em casa antes del... Deixa pra lá! - disse Tom.
- Eu perdi alguma coisa? - disse Christine com uma cara acentuada de interrogação.
- Perdeu sim! - disse Maheli olhando pela janela.
- Ainda não entendi. - disse Christine.
- Seu marido está, exatamente, 48 minutos no carro á sua espera. - disse Maheli saindo.
- Ah meu Deus! Robert!- disse Christine pulando da poltrona amarela e correndo em direção a porta.
- Tomara que ele a distraia... - disse Robert.
- Cheguei! - disse Mel com um cesta cheia de guloseimas.
- Tarde demais, precisa se teletransportar mais rápido querida. - disse Tom.
- Pessoalzinho ingrato! Fui até o Brasil e ... - disse Mel.
- Chegamos! - disseram Britt e Dereck.
- Ah que bom! Sua mãe está louca te procurando! - disse Tom.
- Guloseimas? - disse Mel estendendo a cesta. Dereck me puxou e me levou para fora da casa, até que vimos Christine e Robert discutindo como de costume.
- Ah estão bem! - disse Dereck. Olhei para ele e sorri. Fui em direção a Christine e disse:
- Mãe! - ela olhou para trás e exageradamente gritou:
- Brittany! Nunca mais faça isso comigo menina! Você não sabe como...- ela foi interrompida pela voz mais doce, mais severa, mais linda, mais estrondosa, mais...- decidi parar de veneralo. Aliás é no casamento que a gente acaba se desiludindo. [pensei]
- Vamos nos casar! - disse Dereck.
- O que? - disse Christine.
- O que? - disse Robert.
- Você pode por favor parar de repetir minhas falas? - disse Chirtine.
- "Você pode por favor para....- disse Robert com uma voz fina e enjoada. Estava tentando imitar Christine. Eu não faria isso se fosse ele. Christine irou os brincos e foi para cima de Robert. Quando ela estendeu o braço para bater em Robert uma luz forte e incandescente nos cegou. E vinha dos arbustos.
- O que foi isso? - disse Tom.
- ET's! - gritou Christine.
- Não viaja mãe. - eu disse.
- Eu sabia! Já vi um deses... Vamos nos comunicar! - disse ela animada.
- Vamos ficar ricos! Pega a rede de pesca! - disse Robert.
- Não! Ele vai fugir até eu chegar em casa... - disse Christine.
- Tem uma no carro! - disse Robert.
- Por que você tem uma rede no carro? - perguntei assustada.
- Pra momentos como esse querida. - disse Christine. - Robertfechou a porta do carro de vagar e começou a andar em direção aos arbustos que não paravam de se mexer.
- Calma! Ele está agitado! - disse Christine. Outra vez fomos surpreendidos por uma luz forte.
- Ele vai me atacar! - disse Robert.
- Dereck vai ajudar Robert! - ordenou Christine. - Dereck se apoxímou e ajudou a lançar a rede.
- Pegamos! -gritou Dereck que ajudava a tirar o " ET" dos arbustos.
- Calma bebê, nós vamos cuidar de você! - disse Christine.
- Bebê?! - perguntei indignada.- Dereck por possuir uma força estrondosa puxou a rede e segurou a coisa que disparava luz... Olhamos aprensivos e dizemos juntos:
- Maheli?!
- É, tudo bem galerinha? - disse ela com vergonha e toda suja de verde.
- E eu estava animado em ter um ET de estimação. - disse Dereck jogando Maheli no chão e com o impacto outra luz forte abrilhantou nossa noite. Entramos e vimos uma mesa linda cheia de guloseimas e Mel disse:
- Eu sabia que vocês voltariam! - Maheli entrou por ultimo deixou a camera na estante pediu que todos se juntassem na mesa e disse:
- digam BIS! - e novamente aquela luz nos cegou! - E foi assim que tudo terminou... Eu, Dereck, minha família.... Nossa família! Como dizia Lispector.....
Senti que meu rosto em pudor sorria. Ou talvez não sorrisse, não sei. Eu confiava.Em mim? no mundo? na barata? Não sei. Talvez confiar não seja em quê ou em quem. Talvez eu agora soubesse que eu mesma jamais estaria à altura da vida, mas que minha vida estava à altura da vida. Eu não alcançaria jamais a minha raiz, mas minha raiz existia. Timidamente eu me deixava transpassar por uma doçura que me encabulava sem me constranger.
Até o fim daquilo que eu não era, eu era. O que não sou eu, eu sou. Tudo estará em mim, se eu não for; pois “eu” é apenas um dos espasmos instantâneos do mundo. Minha vida não tem sentido apenas humano, é muito maior - é tão maior que, em relação ao humano, não tem sentido. Da organização geral que era maior que eu, eu só havia até então percebido os fragmentos. Mas agora, eu era muito menos que humana - e só realizaria o meu destino especificamente humano se me entregasse, como estava me entregando, ao que já não era eu, ao que já é inumano. A minha outra metade que não era totalmente humana. Dereck! Meu mnóico, meu oposto mais gostoso. Minha outra face incuberta de descobertas extraordinárias.





FIM














André Alcantara.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Capítulo 4 - parte 2


Capítulo 4








Sonhos Fotografados





- Oh meu Deus! Dereck? Como? - disse Christine.

- Surpresa! - disse Dereck.

- Eu vou ligar para Robert, temos que comemorar! - disse Christine saindo do quarto.

- Mãããe! Manda ele sair do meu sonho.... - eu disse.

- Acho que ela não ouviu! - disse Dereck.

- Sério?! - eu disse. - Dereck levantou da cama e me puxou até a porta do meu quarto me abraçou e disse:

- Não! É melhor descer a escada como gente normal... - descemos a escada e fomos para a casa de Dereck. Chegando lá Mel começou a nos bombardiar comperguntas...

- Por que não avisou que já estava solto? Po rque você fez isso? Por que não veio pra casa? Ela já sabe? - disse Mel.

- Sabe, mas acha que é um sonho. - escutei uma risada no fundo. Era Robert. Maheli a irmã do meio de Dereck estava na escada parada e em menos de um segundo ela apareceu na minha frente me batendo com um vento estrondoso que fez meu cabelo voar e disse:

- Isso é sonho?

- Ai meu Deus! Eu preciso mesmo acordar... - Maheli me pegou pela mão e comecei a ver seu rosoto se dividir em partículas como o de Dereck e do nada aparecemos no quarto de Dereck. Nas paredes havia milhares de fotos minha dormindo. Todas no alojamento da faculdade. Eu comecei a acreditar naquele sonho...

- Dereck tirou todas essas fotos enquanto você dormia. Ele se teletransportava toda noite para o seu alojamento para te ver dormindo, já que não podia contar a você sobre isso. - disse Maheli.

- Então... Quando eu via Dereck no meu quarto era... Não é possível! - eu disse.

- Brittany! Você vai perder seu jantar romantico com Dereck em Paris!- disse maheli.

- Então Paris não foi um sonho?! - indaguei.

- Não! - respondeu Maheli.

- Eu quase... Ai meu Deus! Eu quase me suicidei ! - falei quase gritando.

- Vem comigo! - disse Maheli. - Ela novamente segurou em minhas mãos e fomos diminuídas em partículas e em menos de um 10 segundos estávamos no quarto dela. Ela abriu o guarda-roupas e disse:

- Acho que essa é bem Paris! Não acha?! - disse ela levantando uma calça Jeans.

- É bem Paris mesmo. - eu disse.

- Comprei lá! - disse Maheli.

- Seus pais deixam você ir fazer compras em Paris?! Ah esqueci! Você se teletransporta... - eu disse. - Maheli pegou em minhas mãos e me teletransportou para o banheiro.

- Você se teletrasnporta pra tudo? - perguntei.

- Só quando estou com atrasada. [quase sempre] - disse ela.

- Sabia que eu fico tonta?! - reclamei.

- Não seja malvada... Vá se trocar e desce senão vai perder a viagem.

- Fiquei um pouco asustada com tudo aquilo. Eu quase me suicidei, meu namorado se teletrasnporta e eu não sei controlar meus sentimentos sobre o assunto. Vesti a calça jeans azul super skinny que Maheli me deu, botei uma regata branca também de maheli , um bolero manga longa preto e um scrapin preto. Desci a escada com medo dos comentários que fariam. Menos do de Maheli e Dereck.

- Ah, ta linda! - disse Maheli.

- Essa frase é minha! - reclamou Dereck.

- Você estão atrsados... - disse Robert.

- Vamos?! - disse Dereck.

- Sim. - eu disse dando a mão a ele.

- Não! Espera! - disse Maheli. - ela se teletransportou e voltou com um laquê. Apontou para a minha cabeça e começou a espirrar litros daquilo no meu cabelo. Cheguei a ficar sufocada.

- Obrrigada! - eu disse.

- Pra não estragar o cabelo... Sabe como é.. Vento, partículas...

- É, eu sei. - eu disse.

- Mãe, posso levar eles?! - disse Maheli para Mel.

- Não! Deixa de ser metida garota... Eu já sei me teletransportar sozinho...

- Aposto que é tão desajeitado que vai se teletransportar para um chafariz!

- Só porque você fez isso não quer dizer que todos cometam a mesma gafe Maheli. - disse Robert. - Vi as bochechas fartas e pontilhadas de Maheli ficar vermelhas e tímidas. - Todos riram e nós nos teletransportamos.

- Pai eu sou um exemplo ! Não precisa sair contando isso... - disse Maheli.

- Vai atender a porta menima! Sem tele...- disse Robert. - Maheli deu dois passos olhou para trás e disse:

- Já estou cansada! - se teletransportou com tanta velocidade que sumiu da casa. Robert foi atender a porta e do lado de fora estava Christine e logo a trás Maheli com o cabelo cheio de capim.

- Tom! Britt passou aí? - disse Christine. Tom não sabia o que dizer seus olhos ficaram nervosos como o de Dereck. Ele fez sinal para Christine entrar, olhou para Mel e disse:

- Sim! Ela e Dereck deram uma saída... - disse Tom batendo a porta. A campanhia toca novamente e Tom vai atender. Ele abriu a porta e Maheli estava lá, em pé com o cabelo ainda com capim.

- Entra "esxemplo"! - disse Tom.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Capítulo 4 sonhos fotografados.


Capítulo 4.






Sonhos fotografados.
- Não importa! Você não iria acreditar mesmo...- disse Dereck.

-Claro que importa! Você sai da cadeia e não avisa seus pais, vai para New York e me traz até Paris, tudo isso antes do dia terminar e você diz que não importa?! - eu disse gritando.

- Britt você disse que confiava em mim... - disse Dereck.

- Ai meu DEUS! Você está foragido?! - perguntei.

- Não, eu fui solto! - disse Dereck.

- E eles te deram dinheiro por ter te prendido injustamente? - perguntei.

- Não. - disse Dereck.

- Então... Dereck, quem era o cara que estava falando com você quando eu estava vendada? - perguntei.

- Meu pai... Foi ele que me trouxe aqui com você e ele me emprestou a grana para bancar o jantar romântico... - disse Dereck.

- Ah, sei. E o Tom agora é mágico! - eu disse com ironia.

- Não exatamente... Mas ele pode se teletransportar.

- Dereck? Você não parou de ver desenhos? - eu disse.

- Britt, eu te trouxe aqui justamente por isso. Pra te contar a verdade...

- Que verdade? Que você ainda vê desenhos animados e acha que a vida é um? - indaguei.

- Os menbros da minha família sofrem de uma anomalia genética. Quando temos um sonho intenso ou sentimos que alguém que é ligado á nós está em perigo, nós conseguimos nos teletransportar. E como sosmos descendentes de franceses e toda essa história começou aqui... Achei que deveria te contar aqui. O nosso campo de força, onde somos mais forte está aqui em Paris. Na torre Eiffel. Quer ir lá? - disse Dereck.

- Nossa! Daria uma ótima história em quadrinhos... - eu disse rindo.

- Só se a mocinha aceitar o convite. - disse Dereck.

- Ok! Eu vou! - eu disse. - Fomos andando até a torre, não tinha muito movimento de pessoas e o Sol estava deixando a tarde para a neblina gelada da noite tomar conta do ambiente. Mas ainda estava claro. Quando chegamos na torre Dereck começou a tremer compulsivamente.

- Você está bem? - perguntei.

- Sim, evoluindo. - disse ele.

- Que pena o elevador está ruim. - eu disse.

- Não se a mocinha aceitar ser teletransportada. - disse Dereck.

- Claro! Seria ótimo! - eu disse debochando da situação. - Dereck me abraçou e ainda estava tremendo. Eu não sabia mais o que me fazia balançar, se era Dereck com aquela tremedera ou o batuque que meu coração fazia com medo de ser mesmo teletransportada. Depois vi seu rosto se partindo em minísculos pedaços e um vento estrondoso veio sobre nós. Fechei meus olhos e senti meu corpo se desfragmentando em partículas e em segundos estávamos no alto da torre.

- Ah, que isso?! - gritei.

- Calma! - disse Dereck.

- Calma nada, me tira daqui! Eu ja devia ter desconfiado pela neblina... - eu disse.

- Dominei, dominei! Evolui! - gritava Dereck feliz.

- Dereck isso não tem graça! - eu disse.

- O que? Se teletransportar? - perguntou ele.

- Teletransporte... Sai logo do meu sonho! Eu vou pular da torre! Assim eu vou acordar com o susto e ainda vou crescer alguns centímetros. - eu disse indo para a beira da torre Eiffel.

- Brittany não faça isso! - disse ele com autoridade e já nervoso.

- Faço sim! O sonho é meu! - eu disse abrindo os braços para me jogar. Tirei o pé esquerdo da barra que separa o chão da torre do nada doa ar que me faria cair como uma maçã podre. A maçã pecadora do Jardim do Éden. Dereck se aproxímou e eu me joguei. Foi uma sensação desesperadora e ao mesmo tempo feliz. Pela primeira vez na minha vida eu estava me arriscando. Mesmo que num sonho. Dereck se jogou logo atrás de mim, consegiu me agarrar e ...

Caímos no meu antigo quarto, em cima da minha cama, na casa de Christine.

- Sai de cima de mim! - gritei. - Dereck tapou com a mão a minha boca para que ninguém nos ouvisse. Tarde demais. Christine abriu a porta e disse:

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

segunda parte do Cap 3


Capítulo 3









Olhos Fechados.
- Dereck vendou os meus olhos e eu disse:

- Jantar?

- Sim! - respondeu Dereck.

- Mas ainda está de tarde e eu nem almocei... - eu disse.

- Não vai querer perder o voo, né? - ele disse.

- O que? Você é maluco! Está me levando para onde? - gritei.

- Isso! Fala mais alto, as pessoas na rua ainda não sabem que eu sou um ex presidiário e que estou te raptando.... - disse Dereck num tom irônico. - Eu sorri baixinho e ele disse:

- Entra aí!

- Onde? - perguntei.

- Ah, desculpa! Esqueci que você não está vendo.... Foi só um teste ... - disse ele me colocando dentro de um carro. A sensação de adrenalina no meu corpo era notória, mas eu me traquilizava sempre que ouvia a voz de Dereck. Ele me abraçou e depois emudeceu.

- Fala alguma coisa Dereck, que angustia! - eu disse.

- Não vai dar tempo! - disse ele.

- O que? Não vai dar tempo de que? Do jantar? - perguntei.

- De chegar em... Quase que eu falo! - É melhor ficar quietinha Brittany. - ele disse.

- Isso não é justo! Eu tenho que saber onde estou indo. - reclamei.

- Não! Você não precisa saber muito sobre mim, apenas confiar. - ele disse.

- Ok. Não quero mais saber de nada... - fiz cara de choro e cruzei os braços.

- Chegamos! - disse ele.

- Mas ainda não está á noite.... - eu disse.

- Quer dizer que a srtª está vendo?! - disse Dereck.

- Claro que não! É só calcular o tempo! - eu disse. - ele me ajudou a sair do taxi e ele tirou minha venda. Estávamos em frente ao aeroporto de New York. Entramos e ele continuou mudo. Tentei decifrar seu olhar , mas era impossível... Ele ficava mudando o alvo á cada segundo. Não consegui acompanhar seu olhar misterioso e lindo.

- Droga! Está atrasado ! - gritou Dereck.

- O que foi?! - perguntei.

- O voo está atrasado. Vamos perder nossa reserva no restaurante... Tive uma idéia! - ele pegou o celular e parecia falar com o sr Colck. Depois de tagarelar uns 5 minutos ele olhou pra mim e disse:

- Confia em mim?!

- Claro! Você acha que eu estou aqui porque? - eu disse.

- Ótimo! - disse ele botando a venda novamente.

- Ah, essa tortura de novo?! - perguntei reclamando. - ele pegou na minha mão e fomos andando sei lá praonde....

- Pronto?! - ouvi a voz de um homem dizendo com Dereck. Aquilo me fez sentir repulsas e uma vontade de gritar terrivel. Mas eu tinha que confiar em Dereck. Ele não me faria mal, nem mesmo pelo fato de ter ficado na cadeia por minha causa.

- Claro! - disse Dereck. Ele me abraçou e sussurrou no meu ouvido:

- Vai doer um pouquinho... - quando eu pensei em responder senti outros braços envolvendo a mim e a Dereck que estávamos abraçados. Senti minha cabeça girar e uma sensação de cair de uma montanha russa de 25 metros de altura. Meu estômago já estava fraco de tanta fome e com aquele balanço ele ... ele veio a desfalecer dentro de mim. Pensei em reanima-lo porque eu queria muito esse jantar com Dereck, mas ele não colaborou. Senti meus pés batendo no chão numa velocidade feroz que fazia minhas pernas tremerem e o chão parecer de borracha.

- Você está bem? - perguntou Dereck.

- Acho que sim! - eu disse só para não estragar o jantar.

- Obrigado! - disse Dereck. - e o homem disse:

- Direi isso quando Mel cortar meu pescoço. - senti um vento forte e depois uma calmaria e Dereck disse:

- Pode tirar a venda. - Sinceramente eu tinha medo de tirar a venda. Fiz uma cara de enjoada e disse:

- Agora?

- Sim! - disse ele entusiasmado. - pelo seu estusiasmo achei que não teria nenhuma bizarrice me esperando abrir os olhos. Tirei a venda e ainda estava tudo escuro.

- Por que está escuro? Você não cansa de suspense não é? - eu disse quase gritando.

- Britt! Seus olhos estão fechados. - disse Dereck. Eu sorri com indiferença e levantei minhas mãos até os olhos. Realmente, estavam fechados. Eu não conseguia abrir.... Comecei a entrar em desespero...

- Dereck não consigo abrir... Não consigo! - eu disse quase socando os meus olhos.

- Calma, calma... Foi a velocidade em que viemos e a pressão da venda nos olhos! - disse ele na maior calma.

- Ah, só foi isso! E eu nem gosto de enchergar mesmo.... Dá pra abrir os meus olhos?!- gritei.

- Dereck segurou em minhas mãos e foi me conduzindo a um lugar perto de onde estávamos. Ele me soltou e eu disse:

- Agora vai me deixar sozinha e sem ver... - arfei.

- Eu estou aqui! - disse ele. Senti suas mãos molhadas nos meus olhos e aquilo foi fazendo meus olhos desgrudarem... Abri os olhos e estava tudo meio embaçado, mas ainda assim eu sabia onde eu estava... Sim eu sabia. Era inconfundível! A linda e amada cidade das luzes. Onde eu sonhava ir quando termisanasse a faculdade...

- Se eu não estiver sonhando isso aqui é PARIS! -eu disse.

- Não está! - disse Dereck.

- Que lindo! - eu disse abraçando Dereck.

- Voltou a enxergar bem rápido heim... - disse ele.

- Paris é inconfundivel meu caro. - eu disse

- Como está se sentindo? - perguntou Dereck.

- Como se estivesse passado num processo de coação! Me senti num funil para humanos... Foi terrível e agradavel. - eu disse.

- Acho que ainda da tempo de aproveitarmos o por-do-sol antes do jantar. - disse Dereck.

- Como chegamos tão rápido?! - perguntei. - Ele ficou apreensivo e senti um nervoso tomar conta dele. Os olhos dele pareciam duas rodas de um carro veloz a 180 por hora.... - ele se preparou para responde, pegou minha mão como se fosse impedir que eu fugisse e disse:



sábado, 28 de novembro de 2009

Capítulo 3 Olhos fechados



Capítulo 3









Olhos fechados.





















- Cheguei no alojamento e avistei uns envelopes no chão. Um dos envelopes era de Tamara dizendo que estava feliz na faculdade de moda e outro era de Dereck. Abri nervosamente e comecei a engolir as palavras na carta. Aquela letra horrível dele era tão linda. No final da carta ele disse que a polícia constatou os crimes antigos que Alison havia cometido.


- Meu Deus haviam crimes antigos! [pensei]


- A polícia havia absorvido Dereck e o assassinato passou a ser legítima defesa. - quando eu li essa parte larguei a carta e liguei para a casa dos Colck's. Na primeira chamada eu já fiquei impaciente achando que não tinha ninguém em casa. Três toques e...


- Alô? - eu ouvi dizer na outra linha


- Srª Colck Dereck está ai - perguntei.


- Não Britt! Porque?


- A srª não sabe? Ele foi solto!


- Sério? - perguntou ela.


- Eu não iria brincar com isso. Acabei de receber uma carta... Mas como a srª não sabe se as cartas demoram uns 2 á 3 dias para chegar aqui ?
- Porque eu mesmo trouxe a carta! - Me virei lentamente e cada movimento que meu corpo fazia eu sentia como se estivesse numa montanha russa preste a desabar....


- DERECK!!!! - ele me apertou como uma lata de sarduinha. Nunca percebi a força que ele tinha... Depois que ele me deixou respirar eu olhei pra ele e ele disse


- Eu te amo! - Aquelas palavrinhas mágicas que a gente espera ouvir no momento certo, pela pessoa certa. E eu tinha certeza de que era o momento e a pessoa certa.


- Também te amo. - eu disse.


- Vamos casar?! - disse Dereck. - Olhei para ele com uma cara de surpresa e disse


- Vai com calma....


- Não quero te perder outra vez! - ele disse


- Não vai! - eu disse.


- Vamos sair pra jantar fora....


- Dereck, você ainda não foi em casa? Sua mãe não sabe que você foi solto? E como arranjou dinheiro pra vim pra cá assim que saiu da cadeia? - eu disse.


- Meu Deus! Pra que tantas perguntas? Não está feliz em me ver? - disse Dereck


- Claro que estou! - eu disse


- Então, vamos jantar fora? - disse Dereck.
- Vamos! - eu disse.


- Então terá que usar isso... - ele disse pegando uma venda e botando nos meus olhos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Narcótico 2º parte cap 2

2ª parte do Cap. 2






















Casa de quem.







[Brittany]



- Na outra linha eu ouvia uma respiração ofegante e preocupada, até que disseram:

- É da casa de quem?

- Como da casa de quem? Você quem ligou! - reclamei.

- Desculpa! - disseram e desligaram.

- Gente estúpida! - eu disse botando o telefone no gancho. - Estava tão cansada que não tinha o mínimo de vontade de arrumar toda aquela bagunça. Amanhã é domingo e tenho uns 5 trabalhos para terminar... Minha tarde em Los Angeles me fez sentir como um pêndulo. Aquele sentimento de culpa por Dereck estar naquele lugar horrivel voltou á tona. Era como se o chão que eu pisava, fosse o mesmo me apoiava. Dereck era meu chão no olhar crítico e irônico de Melanny.

- Eu fingi que estava super normal quando vi Dereck naquele estado. O que vi foi demais, vazou por toda selva do meu ser. E nada, nada dentro de mim ficou intacto. Mesmo que ele não vá bem... Algo sempre me dizia que o sofrimento dele o fazia crescer, ir mais além... Não existe amor sem medo. Amo, e quero meu amor bem, mas ninguém nunca ficou 24 horas com o namorado! Como saber se ele está bem? Amar e temer. E entre esses dois sentimentos complexos estou eu.

- Acordei na manhã seguinte e fui arrumar a casa. Liguei o som e tocava "No one", a letra daquela música disparava flechas ponti-agudas sobre meu corpo. Até que para um dia sofredor e trabalhoso a noite chegou bem rápido.... Para o meu desespero!

Quem não tem pra quem se dar o dia é igual a noite. Tempo parado no ar.... Calor, insônia...

- As vezes sinto vontade de comer sonhos, de sonhar comidas ... Sou o avesso de uma cantiga. E ninguém nunca se importou, até porque meus sentimentos estão sempre á deriva... Num mar escuro e silêncioso, que me alisa a alma e me corta o pescoço. A água salgada do mar que penetra na minha pele me fez sentir repulsas de mim mesma. As vezes finjo ser forte, as vezes até acredito.







Segunda-Feira



- Hoje tenho que apresentar 3 dos 5 trabalhos que eu fiz ontem...

- Srtª Dickinson por favor.... - disse o Professor de literatura. - Era a minha vez! Eu não sabia bem o que estava fazendo mas fui lá na frente para apresentar meu "glorioso" trabalho.

- Comecei a ler:




Me vejo trancada

Pela culpa de ter te trancado

Te faço visitas, mas o que eu preciso

é me visitar e me entender

Tento cavar um túnel para chegar até você

E é quando eu descubro que só estou

afundando em mim mesma

Já que me sinto uma criminosa

Sairei pelas ruas roubando sussego das senhoras

Um pouco de paz interior

Marco um encontro comigo mesma

E acabo me dando um "bolo"

Um bolo sem sabor!

Me convenço de minhas tolices

E cancelo as visitas

Não sou mais uma delicada formada

Agora brigo por um pouco de sorriso

Planejo uma fuga em massa

Uma rebelião qualquer

que me devolva a graça

Aqui dentro, dentro de mim

Esse Sol quadrado não me aquece

O brilho dos meus olhos vão se acinzentando

E finalmente me entrego a noite que me entorpece.




- Laura se entregou aos prantos. Só ela sabia o que eu sentia....